segunda-feira, 20 de novembro de 2017

No início era a simplicidade

“No início era a simplicidade”. Esta frase é de um biólogo, Richard Dawkins, em seu livro “O gene egoísta”. Apesar de uma paixão séria pela ciência, em especial pela Física, pela cosmogênese, pela biologia e pela neurociência, minha paixão profissional é TI, negócio, desenvolvimento, modelagem, gestão e qualidade. Mas, e a frase? Ela me acompanha a muito tempo. E onde TI entra nesta história? Independente ou não da simplicidade em si, envolvida na metodologia, tecnologia, e na aplicação direta e indireta de TI, qual a responsabilidade, parcial que seja, que os especialistas de Ti podem ter na minimização da simplicidade e na elevação do grau de complexidade para a gestão, para operacionalização do dia a dia dos negócios, desde um chão de fábrica, até as incontáveis tomadas de decisão que devem ocorrer de forma emergencial? Se TI em toda a sua abrangência não trabalha a favor da simplificação e da minimização do esforço para alavancar progresso e qualidade ao negócio, TI está falhando, não necessariamente pelos seus especialistas, mas pelo menos pela incapacidade de demonstração e convencimento do quanto uma TI competente pode realmente ser coparticipe do desenvolvimento potencial e estratégico de cada negócio, levando confiabilidade, segurança, simplicidade, agilidade, dinâmica, e qualidade a gestão, em qualquer nível, estratégico ou operacional. Arlindo Alberto P Tavares

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Resiliência corporativa

A resiliência corporativa alicerça-se muito na competência estratégico-operacional, na inteligência voltada para o negócio, na gerência das informações, nas métricas bem planejadas e acompanhadas, num planejamento competente dos riscos, e na constante releitura dos ambientes e estruturas internas e externas, sendo a necessidade de lideranças, mais do que motivadas, mas acima de tudo comprometidas, algo vital.

Riscos, entende-los e caminhar

Entender os riscos, conviver com eles, gerenciá-los competentemente, ter a ousadia de inteligentemente caminhar com o imponderável, entretanto profissional, social, corporativa e pessoalmente, investir na análise dos riscos gerando alternativas, ações e planos para superá-los ou contorna-los, é uma competência muito importante nos tempos atuais, e futuros. As eras da estabilidade e da segurança já se foram, se algum dia existiram plenamente, vivemos uma era onde compreender os riscos faz diferença, não para tolher-nos mas para preparar-nos.



quarta-feira, 30 de março de 2016

Gerenciamento

Conversava online agora a pouco com um colega, e ele comentava que gerenciar é uma arte. Será mesmo que gerenciar seja uma arte, ou que seja prioritariamente uma arte? Sinceramente ouso educadamente discordar. Gerenciar é uma técnica que pode ser aprendida, desenvolvida, aprimorada e ajustada, continuamente por todos. Gerenciar é muito mais até do que uma simples técnica, de um método de aprendizado, pois entendo que gerenciamento, envolve muito de compromisso, de responsabilidade, de respeito, até mesmo de comportamento e de confiança reciproca, que vai muito além de uma simples aplicação de método, ou de uma coleção de técnicas meramente aprendidas, envolve muitas e diversas disciplinas e competências, e muito de compromisso humano e profissional. 

Como de costume, coloquei-me a pensar, e neste caso com o porquê de muitas pessoas verem o gerenciamento como uma arte, muito mais do que como um conjunto complexo de técnicas, conceitos, disciplinas, competências, postura, foco, e compromisso profissional e humano. Muitos, em especial os que como eu já estão no mercado de trabalho a mais tempo, viram profissionais serem promovidos à gerentes, e em diversos casos estes não conseguiram ser o que se espera de um bom gerente, daí talvez venha a equivocada, para mim, assertiva, de que aquele profissional não tinha a “arte” do gerenciamento. Mas a culpa não é da falta de arte, muitas vezes sequer é do profissional que é alçado a uma posição gerencial sem preparo algum. Na maioria de nossas empresas, um técnico de qualidade galga os postos técnicos e chega ao topo de sua “carreira” e acaba por não ver como continuar crescendo, sobrando a ele apenas, muitas vezes, aceitar o “desafio” de uma carreira gerencial ou executiva. O que importa é que um bom técnico, pode não ter o preparo, o conhecimento das disciplinas mínimas para o gerenciamento, pode não ter a habilidade e as competências, entretanto na possibilidade de continuar “crescendo”, acaba aceitando, ou outras vezes, provocando, sua “promoção” a um cargo gerencial, simplesmente porque é ótimo no que faz, e falaciosamente muitos creem que se alguém é bom no que faz, talvez seja a melhor pessoa para gerenciar o que muitos fazem, o que em muitas vezes se mostra um erro. Não que um ótimo técnico, não possa, se desejar, ser preparado nas disciplinas, no comportamento, e nos conhecimentos, nas competências, técnicas e humanas, para aí sim estar preparado para um comprometido gerenciamento. A “arte” de gerenciar nada mais é do que estar preparado técnica e humanamente para o exercício compromissado de representar a empresa ou a corporação, sem perder jamais de vista o foco nas necessidades, motivações e realidade de seu corpo de funcionários. Atingir objetivos, superar metas, dar retorno ao negócio, sim, mas na construção ou manutenção de uma equipe unida, responsável, comprometida, motivada, e que confia no seu líder gerencial. Algumas pessoas podem naturalmente ter uma maior facilidade no trato humano, mas todos, desde que realmente desejem se tornar ótimos gerentes, podem, têm capacidade de se preparar, de serem preparados pelo empregador nas competências, nas disciplinas, no comportamento, para fazerem de sua promoção gerencial algo que lhes complete como profissionais. É imprescindível que o profissional em preparo para cargo gerencial deva ter clara consciência e conhecimento de que o trabalho gerencial é muito diferente do trabalho operacional e técnico, mesmo sendo o gerenciamento também algo que necessita de técnica. 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Agilizar

Agilizar (conseguir elevar o grau de agilidade em toda e qualquer área) é um conceito cada vez mais necessário, frente a cada vez maior dinâmica da realidade vivida por cada um de nós. Esta busca deve ser sincera, e no geral acaba por ajudar nossas realizações pessoais, profissionais e sociais. Este texto em especial focará na necessidade de agilizar nossas relações profissionais, tanto individuais, mas em muito maior escala, em nossas realizações de Equipe. É vital termos em mente que buscar agilizar, não é única e tão somente uma busca desesperada por fazer pura e simplesmente mais rápido nossos afazeres, nossas tarefas ou nossa jornada, mas sim fazer cada vez melhor, trata-se de interiorizar mentalmente a eterna questão: “Como eu, ou como nós podemos fazer melhor? ”. Agilizar não é sair fazendo pura e simplesmente mais rápido o que já fazemos, pode até ser que consigamos algum ganho com um sobre-esforço, mas no geral, não conseguiremos manter um estado de sobre-esforço por muito tempo e nos desgastaremos física, emocional e mentalmente. Agilizar é buscar, sinceramente e de forma comprometida, o que podemos melhorar, o que podemos fazer diferente e que traga resultados positivos, em várias frentes, como qualidade das entregas, produtividade, redução de redundâncias de tarefas, custos e/ou despesas, atendendo, ou até mesmo superando, as expectativas de todos, direta ou indiretamente relacionados com o desenvolvimento e a entrega do serviço ou do produto esperado, satisfazendo desde cada um dos membros da Equipe, dos níveis executivos da corporação ou Empreendimento, até na outra ponta o Cliente e/ou os investidores.

Uma Equipe de alto desempenho deve ser montada com carinho e cuidado, desde a seleção de seus membros, na motivação, na clara definição de objetivos, e no grau correto de autonomia e delegação. Agora, esta Equipe, ou mesmo individualmente cada profissional em sua área de atuação na corporação, podem com certas características conseguir dar mais agilidade ainda a sua produção. Pensar diferente, pensar livre é necessário, entretanto a agilização é o resultado de diversas capacidades individuais e da Equipe. Paixão e curiosidade por aprender sempre, por se aprimorar, por perceber-se capaz de ser melhor a cada dia, compromisso pelos objetivos e pela qualidade da entrega, compromisso pela própria Equipe, e amor pela cooperação e colaboração. É importante rever constantemente o “o que” fazemos, mas é deveras importante rever constantemente o “como” fazemos, sem esquecer de rever o “porque” fazemos, e que grau de aderência ou necessidade tem o que fazemos com o que temos de fazer e de entregar. Muitas vezes gastamos tempo e esforço em trabalhos redundantes, em refazer o que já existe pronto, ou em “ações” que sequer seriam necessárias, pois que não trazem valor algum nem para a(s) entrega(s) em si, e nem para os controles de nosso negócio ou empreendimento. É certo que o uso correto da tecnologia existente é essencial à uma Equipe de alto desempenho, mas a busca do Agilizar não é um processo tecnológico em si, e deve estar sempre focada e aderente a satisfação do Cliente. A prática contínua, tanto individual, quanto da Equipe em si, é parte vital neste processo de agilização. Outro detalhe importante é o conceito de liderança que deve ser flutuante. 

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Abertura mental para mudar nossos pontos de vista

Estar aberto a mudar o ponto de vista, o como olhamos a realidade do mercado, do negócio e do como nos portamos e nos posicionamos frente a esta realidade, pode ser a diferença entre um impulso para a frente, ou um maior arrasto, muitas vezes desnecessário.  

Funcionários uma gestão importantíssima

"Corpo de funcionários", uma gestão importantíssima

Um executivo ou “chefe”, de qualquer corporação, de uma enorme empresa ou de um pequeno comércio, passando até mesmo pelas invisíveis empresas de comércio eletrônico, que olha para o seu corpo de funcionários (pequeno ou grande, do chão de fábrica ou de seu corpo gerencial, próprios ou terceirizados), e os enxerga como um mal necessário, ele sim é um mal executivo, um péssimo chefe, um incomodo como líder, ele sim precisa mudar sua referência quanto a importância das pessoas que com ele trabalham, ele sim acaba atuando mais como um desagregador do que como um exemplo de Gestor. Todo executivo, todo chefe, todo Gestor, deve ter clara consciência de que são elas, as pessoas, que dão vida, qualidade e produtividade ao seu negócio. É importantíssimo dar valor aos processos, às normatizações, às padronizações, ao planejamento, à organização, à coordenação, aos controles e aos cheques, é importante termos planos de custos, de risco, de contingências, entre outros, entretanto é muitíssimo importante ter em mente que são as pessoas quem, motivadas, treinadas, instruídas, e sabedoras do real motivo e da importância do alcance de seu trabalho, seja ele simples ou complexo, para o pleno atingimento da qualidade total dos seus produtos e/ou serviços, quem acaba por fazer a diferença. O sucesso de uma corporação passa com certeza por um corpo de funcionários orgulhosos de trabalhar nela, motivados para trabalhar para ela, preparados para trabalhar por ela, e bem gerenciados. Desde a seleção, e por todo o ciclo de vida de sua corporação, seus funcionários são pessoas humanas, e que fazem a diferença, para o bem ou para o mal, geri-los bem é parte essencial de sua responsabilidade. Os funcionários são seres humanos, e valem mais do que produzem, por isso você executivo, você “chefe”, você Gestor (com G maiúsculo), é não somente o responsável por manter um perfeito equilíbrio harmônico, humano e profissional entre todos e cada um de seus funcionários, mas também deve ser o maior interessado nisto, pelo bem da qualidade e da produtividade de seu negócio.

sábado, 28 de novembro de 2015

Resiliência

A resiliência, na área empresarial, é uma condição mental (psicológica), que atua diretamente no comportamento de cada um de nós, sendo bastante útil e interessante para épocas de crises ou de pressões diversas. Vivemos momentos em que a pressão, a cobrança e um imediatismo sobre os indivíduos aumenta, não somente em nossas vidas privadas, mas também em nossas vidas profissionais. Nossa empresa, o tempo que nela passamos é também parte de nossas vidas, e o nosso esforço e comprometimento para com ela é um diferencial, pois que nela depositamos muito de nós para que se sobressaia cada vez mais em um mercado competitivo. A empresa em que trabalhamos, ou o empreendimento que estamos tocando, não estão alheios ou protegidos das diversas crises e pressões decorrentes, não somente da situação econômica, mas também da luta constante por um lugar ao sol, onde a estabilidade é algo cada vez mais teórica. Desta forma nosso empregador ou o nosso empreendimento também estão constantemente sujeitos àquelas pressões. 

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Sinergia

Equipes de alto desempenho são conseguidas quando líderes e liderados possuem qualidades individuais e coletivas, que se somam e se completam, como que se a equipe conseguisse uma espécie de envolvimento simbiótico no seu todo, e em sua forma de atuação e comportamento. Estas Equipes são extremamente profissionais, e conseguem algo fantástico, pela união e pelo profissionalismo, acabam sendo mais produtivas do que a capacidade simplesmente somada de produção individual de cada um dos membros, conseguindo assim uma certa “aura mágica” onde a sinergia ganha forma e realidade. Qual a empresa, qual o empreendedor que não sonha com equipes assim? 

Liderança

É bem simples de imaginar que a liderança dependa e esteja diretamente relacionada a ações, conhecimentos, e comportamentos, de um líder, o que não é tão imediato assim, fugindo às vezes a nossa intuição, falseando nossa leitura sobre liderança, é que ela pode estar direcionada não a apenas um líder, mas pode ser assumida naturalmente por mais de um líder, que se revezam naturalmente (fluindo esta liderança de um membro para outro) durante um projeto, baseado no momento do projeto, na disciplina em questão, e/ou na atividade específica em sendo trabalhada pela Equipe, ou por parte da Equipe (pode também existir o caso de mais de um líder natural, atuando ao mesmo tempo, em diferentes “linhas” de atuação de atividades do projeto). A liderança natural pode assim fluir de um personagem a outro, durante o caminhar do projeto. Agora, um líder, ou mais de um líder natural, sempre podem ajudar, alavancando a Equipe como um todo, quando esta naturalmente possui conscientizados seus objetivos, e comprometimento com o resultado, mas pode também atrapalhar, quando o líder, ou alguns dos lideres passam a “sofrer” do viés da vaidade e do poder. É logico que a liderança pode ser formal, aquela designada formalmente pelos gestores ou por alguém do corpo executivo da empresa, que por algum critério define formalmente o líder, mas se este líder, possuir apenas ao seu favor a liderança formal, pode até conseguir algum resultado a curto e médio prazo, mas não conseguirá obter, somente pela liderança formal, que sua Equipe atinja algum grau de excelência, ou o nível possível de uma Equipe de elevado desempenho. Ao longo de minha experiência profissional, já vi líderes e gerentes que mantinham seu gerenciamento ou sua liderança, fazendo o que chamo de liderança pelo medo, ou pelo atrito. A pressão, as intrigas, e o medo, podem durante algum tempo ter algum alcance, mas por experiência própria, já sofri gerenciamentos deste tipo, ele acaba fazendo com que a curva de stress, de desgosto, de desilusão e de desespero, ultrapasse a curva do medo, e este líder perca assim todo e qualquer poder sobre os profissionais de sua gerência ou de sua Equipe. A curva do medo, ou tende a cair com o tempo, ou mesmo que se mantenha constante, vai acabar sendo ultrapassada, em algum delta de tempo, pela curva do desespero, da frustração, do stress e da desvalorização de seu líder ou gerente, ou de si mesmo como profissional, quando lideres ou gerentes escolhem a gerencia pelo medo ou pelo atrito.
Significado do termo líder: No Aurélio, entre outras definições, encontramos:
  1. Pessoa ou entidade que lidera ou dirige.
  2. Pessoa que exerce influência sobre o comportamento, pensamento ou opinião dos outros.